ainda nos primórdios de meu Macunaópera
na faculdade de Letras
tornando pública a minha idéia de musicalização dos textos
e espetáculo multimídia
um dia ouvi rumores:
“parece que Mário imaginava uma ópera de Macunaíma...”
é claro q aquilo ficaria ecoando na minha cabeça
mas foi só
até um dia desses pleno outubro de 2010
fui conhecer o IEB – Instituto de Estudos Brasileiros
onde estão reunidos os manuscritos de Mário de Andrade
(além de toda sua biblioteca)
e lá encontrei entre os poucos inéditos
a pérola
singela
q me trouxe lágrimas aos olhos:
apenas 2 páginas amareladas escritas `a máquina em tinta azulada
intituladas “Macunaíma – ópera em 6 quadros”
batizado posteriormente como “Macunaíma Ópera Baile”
onde Mário expõe resumidamente a idéia do enredo
com música, dança, movimento cênico e alguns diálogos
!
o sexto quadro, gran finale, simplesmente nomeado:
“A Iara”
monstro q seduz pela beleza e canto mavioso
que “chama Macunaíma com uma melodia bem gostosa e já conhecida do público”
...
canibalismo ou antropofagia
ela destroça o anti-herói
deixando-o à beira da morte
ou
imortalizando o personagem
...
sem especificar o interlocutor, o autor termina o documento assim:
“...então, não daria uma boa opereta?”
já a 11 anos trabalho em resposta
(sem ter antes sequer lido essa pergunta)
sobre
se assim podemos dizer
esse 'sonho de Mário'
!!!
agradeço o carinho de Telê Porto Ancona Lopez
(a maior autoridade viva em Mário de Andrade)
q por sinal esteve presente no lançamento de Macunaópera, em 2008
e também da amiga e pesquisadora Lilian Escorel
cartaz de Yuri Pinheiro
cartaz de Yuri Pinheiro

Nenhum comentário:
Postar um comentário